quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Nova configuraçao

Arrependi me de tudo o que tinha escrito. Passava muito rápido... Aqui está o resultado após semanas de trabalho... espero que gostem


I




Amanda abriu os olhos e olhou para o despertador. Apesar de ser Sábado, Amanda tinha combinado com uma amigar irem passear, aproveitar o tempo em que não tinham que se preocupar com os testes.
Antes de se levantar, fitou o tecto e pensou nas aventuras que vivera na noite anterior. Tinha ido sair com uns amigos, como a sua mãe estava a trabalhar até tarde, aproveitou a sua ausência para de escapulir. Foram até um bar, onde beberam um sumo, em seguida foram a uma espécie de discoteca, eram mais um café com música alta o suficiente para não deixar dormir os vizinhos mais próximos. Dançaram até Amanda não suportar as dores nos pés. Tivera de correr até casa para não ser apanhada pela mãe, que ainda foi ao seu quarto confirmar a sua presença na noite anterior.
Finalmente tomou a decisão de se levantar da cama, dirigiu-se a casa de banho para tratar de higiene pessoal. Quando chegou a porta estava fechada, e era audível música a tocar, só podia ser o seu irmão Pedro. Pedro era cinco anos mais novo do que Amanda, não tinham uma relação das mais saudáveis do mundo. Tendo uma diferença de idades tão pequena, muitas vezes discordavam, mas nos momentos difíceis davam-se lindamente, quando algum deles estava em baixo, o outro ajudava. Passados alguns minutos a porta abriu-se. Um vapor imenso saiu, afinal, Pedro tomara banho de água quente.
-Bom dia maninha! – Disse Pedro a sorrir
-Bom dia mano! – Disse Amanda passando a mão no cabelo molhado de Pedro
Entrou para a casa de banho, o ar era quase irrespirável com tanto vapor. Despiu-se e entrou para a banheira, encheu-a de água e mergulhou-se na água ainda quente.
-Não há melhor maneira de começar o dia. – Pensou Amanda enquanto desfrutava do banho.
Deixou-se ficar mergulhada na banheira até a sua mãe começar a barafustar. Saiu da banheira, secou o cabelo, e embrulhada na toalha, saiu em direcção ao seu quarto. Era um quarto amplo, com espaço para todas as suas coisas, computador, livros da escola, e várias fotos dos seus ídolos musicais, apenas imagens que são oferecidas por uma qualquer revista para adolescentes. Tinha ainda um grande armário para guardar a roupa, esta abundava em cores e formatos, ia desde os tops de verão com decotes bastante acentuados, até aos casacos de Inverno que a cobriam por completo.
Nesse dia optou por escolher uma camisola de manga curta com um decote um tanto ao generoso, e umas calças de ganga pretas.
Desceu as escadas em direcção a cozinha, pelo caminho ouviu o barulho de desenhos animados, só podia ser o Pedro, ele nunca perdia um episódio daquela série que tanto o fascinava. Continuou, ignorando o barulho, quando chegou a cozinha, tinha em cima da mesa duas torradas e um copo de sumo a sua espera.
-Bom dia mãe. – Disse Amanda.
-Olá filha. – Retribuiu a mãe.
Amanda sentou-se a mesa. Barrou uma das torradas com manteiga e a outra com doce de morango. Bebeu o sumo. Quando acabou de comer, olhou para a televisão, estava a passar o anúncio da sua novela favorita. Ao que parece a personagem principal tem um caso, desconhecido pelos outros protagonistas.
Levantou-se, dirigiu-se de novo ao seu quarto. Agarrou na mala que preparara no dia anterior. Desceu as escadas em grande pressa, despediu-se da mãe, o seu pai trabalhava por turno, e estava colocado no turno da noite, logo, ainda não estava em casa.
-Vens almoçar a casa? – Perguntou a mãe.
-Ah… Não. Vou com a Marina e comemos alguma coisa na rua.
Dirigiu-se a porta, pelo caminho agarrou a chaves de casa, pois nunca se sabe se não estaria ninguém em casa. Já era habitual Amanda ter programas de Sábado assim. Saia de casa cedo e voltava já perto da noite. Nunca dizia a ninguém o que ia fazer. Simplesmente limitava-se a avisar que não ia almoçar.
Saiu de casa, como estava um dia lindo, decidiu dedicar algum tempo as actividades ao ar livre antes de ir ter com Marina, afinal só tinham combinado para depois do almoço. Foi até ao parque dar milho aos pombos, no entanto como os bancos estavam ocupados, resolveu sentar-se no chão.
Olhou para o sol e, por um momento, pareceu-lhe ver uma figura de grandes dimensões a voar, mas pensou que fosse só um pombo.
O dia estava mesmo maravilhoso, o sol brilhava, no ar sentia-se uma suave brisa, as árvores estavam a florir, o que ainda dava mais magia ao ar. Quando acabou de almoçar, saiu do café, atravessou a estrada que a separava do jardim.
Olhou para o relógio. Era tarde. Procurou na sua mala pelo telemóvel que a mãe lhe dera nos anos. Procurou a longo da extensa lista telefónica, metade dos contactos nunca haviam tido o privilégio de receber uma chamada, ou mesmo uma mensagem por parte de Amanda. Procurou…Procurou até que encontrou o número da sua amiga Marina.
Enquanto o telemóvel tocava, Amanda pensava nas coisas que podiam fazer nessa tarde de Sábado, afinal, a vida e para ser vivida. Depois de esperar alguns segundos ouviu uma voz do outro lado da linha.
-Olá Amanda. – Disse Marina
-Olá Marina. Está tudo bem?
-Sim. Então, ainda estamos combinadas? – Perguntou Marina
-Claro. Vou agora apanhar o autocarro. Dentro de vinte minutos estou ai.
-Muito bem. Fico a tua espera. – Disse Marina
Amanda desligou o telemóvel e meteu-o na mala. Olhou novamente para o relógio. Faltavam cinco minutos para a hora do autocarro, mas como ele se atrasava sempre, resolveu ir um pouco mais devagar.
Como era Sábado, havia muitas pessoas na rua. Famílias a passear, casais de namorados a trocar carícias e segredos, e um senhor já com alguma idade, que se recusava a envelhecer. Todas as manhas quando ia para a escola, Amanda via o mesmo senhor de fato de treino, com uma garrafa de água a mão a correr pelo parque e a fazer os mais diversos exercícios. Era uma pessoa a quem o tempo só marcou com algumas rugas. Um caso raro entre muitos.
Ver toda aquela magia quase que a fez esquecer-se de que tinha combinado com Marina irem comprar roupas novas. Afinal o inverno estava a chegar, e as roupas do ano passado, já não lhe serviam.
Andou mais alguns metros até chegar a paragem do autocarro. Reconheceu algumas vizinhas, e algumas amigas da mãe, afinal ainda era cedo, e nem todas as pessoas tem o privilégio de ficar em casa ao Sábado. Encostou-se a um poste, e esperou. Passados alguns minutos o autocarro chegou, com é evidente atrasado. Vinha parcialmente cheio, não completamente. Ainda havia sítio para Amanda e para o resto das pessoas que esperavam impacientemente na paragem.


II
Entrou no autocarro e sentou-se num banco perto da janela, uma senhora na casa dos trinta anos sentou-se ao seu lado. A viagem ia ser longa. Reparou que a senhora tinha uma revista na mão, daquelas que comentam a vida das celebridades. Desviou o olhar, afinal, esse tipo de informação e perfeitamente dispensável.
Retirou da mala um livro, chamava-se “A fantasia nas minhas mãos” era o género de livros que a deixava presa a história. Falava sobre Elfos, Fadas, Goblins, e todo um leque de criaturas fantásticas. Começou a folheá-lo. Numa das páginas era visível uma imagem de uma fada, um ser muito pequeno, com quatro pequenas asas, uma ilustração simples, sem cores. Virou a página. Nesta encontrava-se um longo texto, e uma pequena imagem da comparação de tamanha entre uma fada e um Humano. Cerca de um décimo do tamanho. Uma rajada de vento entrou pela janela que se encontrava aberta. E o livro foi abrir numa página onde se encontrava a imagem de um Anjo, uma criatura magnífica, do tamanho de um Homem. Amanda reparou que a sua paragem não estava longe. Afinal, a viagem fora mais rápida do que esperava.
Saiu do autocarro. Do outro lado da rua, Marina já a esperava sentada no banco de metal que estava na paragem.
-Olá menina, estava a ver que não vinhas! Disse Marina enquanto se cumprimentavam.
-Desculpa, perdi o primeiro autocarro. – Respondeu Amanda
Atravessaram a estrada, do outro lado encontrava-se uma pizzaria.
-Vamos almoçar… Amy? - Perguntou Marina
Amanda fora baptizada de Amy pela irmã mais nova de Marina, uma pequenina com três aninhos. Amanda até achava piada, mas alguns colegas de turma, daqueles mais infantis, decidiram que Amy era um nome de boneca, coisa que Amanda não era.
-Sim. Vamos, já estou com fome. – Disse Amy abraçando-a
Atravessaram a estrada, a expressão na cara dos condutores era de puro frenesim, uma vez que já estavam atrasados para os respectivos empregos.
A entrada da pizzaria era bastante convidativa, com dois bonecos em tamanho real, mas com a barriga exageradamente grande, talvez na tentativa de avisar as pessoas dos perigos da chamada “comida rápida”. Ignorando este aviso silencioso, as duas amigas entraram, sentaram-se a mesa.
O empregado dirigiu-se a elas, vestia uma camisa branca, com o símbolo do estabelecimento bordado no peito. E um avental preto, com um pequeno bolso, onde era audível o chocalhar de várias moedas, provavelmente gorjetas. Dirigiu-se as duas amigas e disse.
-Bom dia senhoras. Quando escolherem sintam-se a vontade para me chamar.
Juntamente com a lista das pizzas, entregou também uma lista de acompanhamentos e de sumos. Amy escolheu uma pizza de queijo e fiambre, e para beber um sumo de laranja, Marina escolheu uma pizza de ananás, e para beber pediu um sumo de manga. Passaram a refeição em silêncio, tal não era a sua fome. Quando acabaram, pediram a conta. Marina ofereceu-se para pagar, e Amy, por ma questão de educação não aceitou tal proposta. Dividiram a despesa.
Saíram da pizzaria, e percorreram a longa avenida repleta de lojas, não foi preciso muito tempo, para ambas ficarem com as mãos completamente ocupadas com sacos.
Amy, ainda que a muito custo, olhou para o relógio. Era uma tarefa quase impossível, uma vez que com o peso dos sacos, era difícil até levantar o braço para ver as horas. Quando finalmente conseguiu, ficou admirada.
-Como o tempo voa… – Pensou Amy
Eram quase sete horas, e o ultimo autocarro, era as sete e meia. Marina percebeu pela cara de Amy que o seu “dia perfeito” estava achegar ao fim.
-Queres companhia até a paragem? – Perguntou Marina.
Amy anuiu que sim com a cabeça. Cada uma com os seus sacos, dirigiram-se a paragem perto da pizzaria. Ao contrário do que quando marina fora buscar Amy, a paragem estava agora deserta. Os candeeiros da rua começavam agora a acender-se. Dentro de alguns minutos seria de noite.
Não tiveram que esperar muito para que o autocarro, agora desprovido de passageiros, chegasse a paragem. Amy e marina despediram-se com um abraço forte. Marina ficou a ver o autocarro ir-se embora, até dar uma curva e desaparecer.
A viagem de regresso prometia mais rápida, uma vez que não havia trânsito. Amy nem se dera ao trabalho de tirar da mala o seu livro. Ia extremamente cansada, tirou os sapatos, constatou que tinha os pés inchados. Como não ia mais ninguém no autocarro, pousou os sacos no banco ao lado do seu.
Olhou pela janela. Era já de noite. O seu relógio marcava ainda seis da tarde, mas como o horário de Inverno tinha entrado em vigor há poucos dias, era perfeitamente normal que ainda estivesse baralhada.
Pensava na infinidade de perguntas que a mãe lhe faria. Pois, apesar das suas saídas já se terem tornado quase uma rotina, é normal uma mãe preocupar-se com a filha.
Pensava também na roupa nova que tinha comprado. Possivelmente metade daquelas coisas, só iriam ter o privilégio de ser usadas uma ou duas vezes. Mas felizmente, Amy não tinha problemas financeiros. Antes pelo contrário. Podia gabar-se de uma situação económica bastante estável. Não se considerava rica, apenas afortunada, alguém a quem a sorte bateu a porta.
Ia tão envolvida nos seus pensamentos, que nem reparou que o motorista parou o autocarro.
-Desculpa menina. – Disse o senhor calmamente. – Tivemos um furo, vou ver o que se passa.
Amy olhou para o condutor. Um senhor alto e escanzelado, com um pequeno bigode. Aparentava ter á volta de cinquenta anos. Olhou para ela e esboçou um sorriso.
-Não se preocupe. Já são muitos anos de serviço, um furo é normal. – Acalmou-a o condutor
Amanda sempre se interessara por mecânica, viu ali uma oportunidade de aprender algo mais.
-Importa-se que eu vá consigo? – Perguntou Amanda
Apesar das objecções do condutor, Amy acabou por ir com ele. Ajudou-o a mudar o pneu. Quando estavam quase a acabar, ouviu-se um barulho. Amy identificou-o como sendo o toque do seu telemóvel. Entro no autocarro, agarrou no telemóvel, e viu que o seu livro estava ao lado. Agarrou nele, e meteu-o na pequena mala que comprara.
Saiu do autocarro. Dirigiu-se ao condutor, este aconselhou-a a que se fosse sentar no passeio, uma vez que já estava praticamente no fim. Amanda assim fez. Deu a volta ao autocarro e foi sentar-se no passeio do outro lado. Via apenas os pés do condutor e as suas mãos enrugadas, que manuseavam agilmente as ferramentas.
Tirou o seu livro da mala. O marcador ainda estava na página do Anjo. Lembrara-se agora da história daquele livro.
Num belo dia da Inverno, com chuva, vento, e até trovoada, ia a correr, para não se molhar. Entrou num bar, apenas para evitar o temporal, que agora se mostrava mais do que nunca. Sentou-se numa mesa. Apesar dos seus quinze anos, já tinha um corpo de mulher. Atraiu vários olhares, uma vez que estava completamente encharcada da cabeça aos pés. Olhou para a mesa ao lado. Estava vazia. Como o temporal estava a amainar, e a sua presença estava a provocar algumas inquietações, resolveu sair. Ia a caminho da porta, quando viu o livro caído junto a um vaso.

Pegou nele, e olhou á volta. Dirigiu-se a várias mesa. Mas ninguém lhe dera atenção. Resolve então ficar com ele. E desde esse dia, já há quatro anos, que o traz sempre consigo.
Voltou a si. O motorista ainda estava de joelhos a tentar mudar o pneu. Estivera tão absorvida com os seus pensamentos, que quase adormecera. Começou a folhear o livro. Este abrira-se agora numa nova página, graças a uma rajada de vento que aparecera do nada. Uma criatura com cerca de um metro e oitenta centímetros, e que usava uma capa preta com um capuz que lhe cobria o rosto por completo. Na página ao lado, estava um pequeno texto, que dizia o seguinte. “Amu’raz sanaka tamu’jko”, á frente estava a tradução, “Somos os portadores da morte”.
Amy acabou de ler. Olhou para o autocarro, e verificou que o motorista já não estava lá.
-Deve estar no autocarro. – Penso Amy
Mas nesse momento, um enorme barulho encheu o ar. Gotas de sangue começaram a cair perto do pneu recém mudado. Amy ficou preocupada. Ter-se-ia o motorista cortado nalguma das ferramentas?
Levantou-se do passeio, e contornou o autocarro. Quando o seu olhar encontrou o do motorista, este tinha um enorme corte na garganta. Era impossível estar vivo, uma vez que estava quase degolado. O motorista caiu inanimado no chão. Amy soltou um grito de horror, correu para o apanhar. Não chegou a tempo, ao embater no chão, a cabeça do motorista rolou para baixo do autocarro.
Amy deu salto para trás e caiu batendo com o traseiro no chão de pedra que agora estava frio como gelo. Ao olhar para cima, Viu uma criatura horrenda, semelhante aquela que estava no seu livro. Seria possível? A criatura mantinha-se erecta, em cima do autocarro. Deu um salto, ia descer na direcção de Amy, na sua mão apareceu uma enorme adaga, ainda manchada de sangue. No último segundo, uma luz branca e cintilante embateu na criatura, projectando-a contra um poste de iluminação. A criatura embateu tão violentamente, que derrubou o poste.
Agora em cima do autocarro estava uma criatura com forma Humana. Mas só que possuía duas magníficas asas de cor alaranjada com cerca de um metro e meio cada uma, a criatura não parecia ser mais velha do que Amy, e as suas estaturas eram idênticas. A criatura usava uma armadura, mas esta protegia apenas as pernas, os seios e os braços, e estava toda coberta com um tecido e uma cor que condizia com as asas. Usava um pano que lhe tapava parcialmente o rosto, a zona abdominal estava á mostra, deixando assim as curvas do seu corpo a descoberto. À cintura usava uma espada com varias saliências.




O resto é "história"

Sábado há mais

sábado, 18 de outubro de 2008

2º capitulo parte 2 "Uma descoberta inquietante"

Aqui está o final do 2ºcapituo...para a semana há mais...espero que gostem..
enviem os vossos comentários para palavras.amadoras@gmail.com

Boas leituras!



Serra não escondeu a alegria e soltou um enorme sorriso, parecia outra pessoa, Amanda nunca tinha visto um sorris tão lindo, finalmente as coisas começava a encaminhar-se
-Podes explicar-me mais alguma coisa sobre a magia e sobre Origins? : A curiosidade Amanda começava a florescer naquele mundo fantástico.
-Claro que sim, Sobre a magia deves saber que hesitem quatro tipos, a magia branca, que serve para curara e para concertar, os seus praticantes possuem um coração puro; a magia negra que conta com o Necromantes e com as criaturas negras como os Nagix, que têm uma grande afinidade com as trevas e não se importam de matar nem de magoar alguém inocente, existe também a magia militar, esta e dominada pelo exercito de Origins, consiste em desarmar oponente, e em limo caso mata-lo, por ultimo temos a magia Elementar que se divide em quarto sub-grupos, o ar. o fogo, a água e a terra, por exemplo, eu domino o ar, tenho uma grande afinidade com o elemento.
Amanda estava muito confusa, serra havia descarregado uma quantidade enorme de normação, mas Amanda ora capaz de absorver a maior parte dela
-Uau, não sabia que a magia podia ser tão complexa, podes ensinar-me a fazer alguns feitiços, como supostamente tenho uma grande habilidade com a magia, devo ser capaz de executar os mais básicos. : Amanda estava completamente fascinada por todo o universo da magia, até agora apenas lera em livro mas agora podia realizar os feitiços que lera em livros.
-Bem, acho que anda e um pouco cedo, mas vamos la tentar algo um pouco mais complexo, concentra-te na palavra “voar”, esvazia a tua mente e pensa apenas na palavra.
Amanda fechou os olhos e concentrou-se na palavra, sentiu uma estranha sensação de leveza, numa questão de segundos estava elevada no ar, olhou para baixo e viu Serra uns bons cinco metros abaixo de si, Serra abriu as asas e voou até ela.
-Agora se quiseres elevar-te ainda mais, e só concentrares-te mais, agora, temos de ir até ao Palácio do Paraíso para informar o Rei Elementar da tua chegada, achas que és capaz de voar até lá?
Amanda anuiu que sim com a cabeça, elevaram se no ar e seguiram para norte, pelo caminho Serra explicou a Amanda que Origins e constituída por quatro grandes cidades, Allara, Darmin, Aurora, Tration, e que todas ela viviam em harmonia, existia também um pequeno território, para lá das montanhas nevadas onde habitavam os seres das trevas, o nome desse território era Demónia, e que de todos os seres benignos que ousaram invadir esse território, nunca nenhum regressou. A viagem decorria sem problemas, até que Amanda interrompeu o silêncio.
-Desculpa estar a incomodar, mas será que podemos parar, estou exausta. : A voz de Amanda reflectia bem o seu estado.
Serra concordou, na sua opinião Amanda ainda era muito inexperiente para voar, mas não pensara nisso quando a ensinara, ambas desceram em direcção ao chão, Serra como já era uma veterana do céu, fez uma aterragem perfeita, já Amanda caíra e batera com o traseiro no chão, Serra ano pode conter o sorriso, Amanda era desajeitada, e isso lembrava Serra do tempo em que aprendeu a voar.
Quando Amanda se recompôs, olhou a volta e viu um oceano imenso, tal como serra lhe havia dito tratava-se de Magici, ao longe era possível ver Fallins a saltar, alguns usavam as asas evidentemente para voar, o que evidenciava ainda mais a sua beleza
-Vamos fazer imã pausa, não te afastes muito, não quero que haja problemas, se precisares de ajuda grita pelo meu nome, podia ensinar-te um feitiço, mas acho que ainda e muito cedo.
-Podes ensinar-me, eu sou capaz, já aprendi a voar, por favor ensina-me. : Amanda estava muito entusiasmada com a magia, e queria aprender coisas novas.
-Tudo bem, tens razão, basta apontares a mão para o céu e gritas “Spanyru”, isso vai lançar relâmpagos da tua mão, se apontares Mara um local no chão, um relâmpago deve cair nesse lugar, se ano fores capaz de te controlar, e se o relâmpago te acertar, podes morrer. Tens a certeza que queres tentar?
-Claro que sim, se eu tenho potencial mágico, e melhor ir treinando. : Ao acabar de falar, Amanda virou as mãos para o céu, e sem proferir qualquer palavra saíram das suas mãos dois poderosos relâmpagos. – Estas a ver? Estou pronta, bem até já. : Ao despedir-se temporariamente de Serra, Amanda começou a correr em direcção a um monte de rochedos.
Quando lá chegou, verificou que debaixo de uma enorme pedra se encontrava um objecto azul cintilante, que apesar de todo o peso que supostamente a pedra lhe depositara em cima, parecia imaculado.
Amanda lembrou-se que Serra lhe dissera que os «raios podiam ser destrutivos, uma vez que aquele estranho objecto chamara a sua atenção, resolveu destruir a pedra, apontou as palmas das mãos e sem dificuldade destruiu a pedra, Serra ao ver o aparato correu ao lugar, e viu Amanda apanha o objecto, era semelhante a um ovo, mas azulado e com cerca de cinquenta centímetros de diâmetro.
Ao ver aquilo, Serra ficou atónica, nunca vira um objecto assim, sabia do que se tratava, mas a sua admiração transformou-se em pânico.
-Larga-o já! Afasta-te dele! : Gritou Serra a Amanda.
Amanda obedeceu, largou o objecto e correu na direcção de direcção a Serra, a sua curiosidade mais uma vez não se ia conter, mas Serra antecipou-se, estendeu a mão direita na direcção do objecto e um poderoso relâmpago foi cair mesmo em cima dele, apesar disso, o objecto não aparentava qualquer dano.
-É seguro, podes avançar, pensei que se tratasse de uma Zagazza, são criaturas que aparecem sobre a forma de ovos de Dragão e atacam que os eclodir. : explicou Serra a Amanda.
-Ovo de Dragão? Explica lá isso outra vez. : A curiosidade de Amanda não parava de surpreender Serra.
Serra apercebera-se agora do que tinha dito, os Dragões era criaturas poderosíssimas, e era raríssimo encontrar um ovo, e segundo Serra Amanda ainda ano tinha experiência para eclodir um ovo.
-Esquece, ainda nao tens poder suficiente, e alem disso nao e assim tão fácil como lançar relâmpagos, pode ser muito perigoso, se ainda nao estiveres preparada, pode mesmo provocar a morte.
-Se assim é, vou leva-lo comigo, e vamos treinar, quero ficar forte ao ponto de o poder eclodir, há mais alguma coisa que eu deva saber sobre dragões? : perguntou Amanda a Serra.
-Bem, existem dois tipos de dragões, os que te podem carregar, e ser úteis em batalha, e os que são maus, e por isso a maior parte deles têm que ser abatidos, o que não e nada fácil, o seu poder inimaginável, Para eclodir um ovo deves dar uma grande prova de coragem, como por exemplo salva-lo duma batalha, um dragão assim que nasce, pode de imediato ser útil, pois sofrem uma tremenda metamorfose, mas se o queres levar tens que ser muito discreta, pois um dragão iria dar um poder ainda maior a Zesher.
-Bem, tanta informação, mas acho que apanhei o essencial, sendo assim, vamos andando. : Amanda estava agora menos excitada.
Amanda agarrou no ovo e embrulhou, o num pano que serra lhe oferecera para o efeito, levantaram voo, Amanda ainda com algum esforço, Amanda estava tão contente com a nova descoberta, que não parava de pensar qual o tipo de Dragão que aquele ovo continha, Amanda ano suportava a ideia de o ovo poder conter um dragão mau, e ele ter que ser abatido, tomara em silencio a decisão de que se o ovo fosse maligno, iria fazer tudo ao seu alcance para o impedir de ser abatido.

sábado, 11 de outubro de 2008

2º capitulo parte 1 "A decisao de Amanda"

Como o 2º capitulo e extremamente grande, resolvi dividi-lo em 2 partes. Espero que gostem. Deixem comentários ou enviem para palavras.amadoras@gmail.com .
Se tiverem algum trabalho que gostassem de ver publicado, enviem para o email palavras.amadoras@gmail.com

Tornara-se evidente que não estava na terra, uma das provas eram aqueles estranhos animais, e a mudança de paisagem, a sua curiosidade de adolescente não se conteve.
-Onde estamos? E como se chamam estes animais?
-Estamos em Alara, uma das cinco cidades de Origins, este e o seu único oceano, e chama-se Magici e quanto e estes animais, chamam-se Fallins, mas agora não temos tempo para conversar, temos de ir até ao Palácio do Paraíso!: Disse Serra, a sua voz tornara-se agora um pouco mais séria.
-Vamos onde? Pára, larga-me já, eu quero ir para casa, não pedi nada disto, LARGA-ME! : Amanda apenas agora se apercebia do que se passava, a sua vida tinha sofrido uma enorme reviravolta
-Vou mostrar-te uma coisa, depois disso, se quiseres voltar para casa, eu própria te levarei. : A voz de Serra tornara-se agora triste, como se algo terrível acontece-se nesse preciso momento.
Amanda concordou, afinal não perdia nada em ver mais um pouco daquele mundo maravilhoso. Voaram durante mais alguns minutos sobre o mar, a vista do céu era espectacular, Amanda sentia-se completamente livre nos braços de Serra, na verdade, começava a gostar de Origins, passados alguns minutos chegaram a uma colina verdejante repleta de animais magníficos, alguns iguais aos da Terra outros muito parecidos, como era o caso do Fallins.
Amanda estava tão deslumbrada com o que via que nem reparou que Serra se ajoelhara no chão e começara a chorar.
-O que se passa? : Amanda conhecia Serra há muito pouco tempo, mas já a considerava uma amiga, afinal salvara-lhe a vida já por duas vezes.
-Nada, é só que…voltar aqui depois do que aconteceu, é difícil!
-Mas afinal o que se passou aqui? : Amanda começava a viçar curiosa em relação a situação.
-Sobe a colina e vê o que esta do outro lado. : Serra começava a recompor-se.
Amanda estava tão curiosa por saber a razão pela qual Serra estava a chorar assim que correu para o cimo da colina, mas quando lá chegou, caiu de joelhos no chão e o seu rosto ficou lavada em lágrimas. Do outro lado da colina jaziam mortos no chão dezenas de Anjos, alguns com os membros mutilados, outros com a asas arrancadas, a beleza daquele lugar parecia ter-se evadido num ápice.
Serra que só agora chegara perto de Amanda não teve a mesma reacção, pois já sabia o que a esperava do outro lado da colina.
-Nasci aqui, cresci aqui, e agora…acabou. : Os olhos e Serra começaram de novo a verter lágrimas.
Ao ver a razão pela qual Serra tivera aquela reacção, Amanda sentou-se ao seu lado e colocou-lhe a mão no ombro na esperança de a consolar. Mas antes que Amanda tivesse tempo de dizer alguma coisa, Serra pôs-se de pé.
-Desculpa, isto não e comportamento que uma guerreira de Origins deva ter. A voz de Serra mudara novamente ara um tom mais sério.
Amanda ano gostava de ver Serra com um ar tão sério, por isso tentou meter conversa, para a tentar animar.
-Guerreira de Origins? Isso quer dizer que és uma espécie de soldado?
-Um soldado? Não os soldados matam inocentes por interesses desnecessários, nos os Guerreiros, lutamos pelo bem, e matamos apenas quando e estritamente necessário.: A pergunta de Amanda teve um efeito contrário ao desejado, em vez de alegrar Serra, ainda a Entristeceu mais.
-Desculpa, não te queria ofender, e que acabei de chegar, e ainda não sei muito sobe Origins. Já agora, podes explicar-me porque estou aqui, e o que se passou na Terra?
-Tu estas aqui, porque supostamente tens um grande talento para a magia, talento esse que nos vai ser muito útil na luta contra Zesher um demónio, que estava desaparecido há muitos anos, mas ultimamente têm acontecido coisas estranhas, e o Rei Elementar pensa que ele pode estar por detrás disto.: disse Serra apontando para os Anjos que jaziam mortos no chão.
-Mas então e o que aconteceu na Terra, foi obra dele, certo? : Amanda começara apenas agora compreender toda a situação.
-Exacto, eu fui enviada pelo Rei Elementar, é ele quem governa em Origins, tem um poder imenso, controla o ar, o fogo, a água, a terra, mas aparentemente o teu poder ultrapassa o dele, visto que nem ele foi capaz de derrotar Zesher. : A expressão na cara de Serra ficava agora alegre, afinal o plano de Amanda havia resultado. -Agora só te quero fazer ma pergunta, já tomas-te uma decisão?
Amanda sentiu o peso do mundo a cair nos seus ombros, afinal segundo o que Serra lhe contara, um mundo inteiro depende dela, começara agora a duvidar da decisão que tomara em silencio, Serra sabia que Amanda era de ideias fixas, e odiava ver os outros a sofrer, muito pior seria se Amanda soubesse que por causa da sua cobardia iriam morrer varias pessoas inocentes, antes de Serra a salvar nunca pensou que a sua ida pudesse dar tal reviravolta, até hoje considerava-se apenas uma rapariga terrestre norma que gostava de sair e de se divertir com os amigos, mas agora tudo isso mudara, agora tinha o peso de um mundo inteiro e cima dos ombros. Perante estes fatos só havia uma decisão a tomar, fechou os olhos e respirou fundo, quando abriu os olhos encarou ma nova realidade, sentia uma enorme vontade de lutar, e de vingar todos aqueles anjos outrora criaturas magnificas que agora jaziam mortos sem dignidade nem honra.
-Sim Serra, já tomei uma decisão, e não posso deixar que mas inocentes sejam mortos por Zesher, ele vai pagar por todo o mal que fez. : O tom da voz de Amanda era determinado, como se esse tivesse sido o propósito de toda a sua vida
-Já adivinhava que ia ser essa a tua resposta, afinal o teu coração e tão puro como cristal de Origins, acredita, és a única que nos pode ajudar.: Serra sentia-se radiante por saber que podiam contar com uma aliada tão poderosa.

domingo, 5 de outubro de 2008

1º capitulo "Um novo Mundo"

Tal como prometido cá está o primeiro capitulo da minha história. Espero que gostem e que comentem.

Amanda saiu de casa, como estava um dia lindo, decidiu dedicar algum tempo as actividades ao ar livre, foi até ao parque dar milho aos pombos, como os bancos estavam ocupados resolveu sentar-se no chão e assim dar o milho aos pombos.
Olhou para o sol e por um momento pareceu-lhe ver uma figura de grandes dimensões a voar, mas pensou que fosse só um pombo, como já era tarde foi almoçar, entrou num café e pediu uma tosta e um sumo, apesar de não ser o mais saudável era o mais prático, olhou pela janela, o dia estava mesmo maravilhoso, o sol brilhava, no ar sentia-se uma suave brisa, as árvores estavam a florir, o que ainda dava mais magia ao ar.
Já tinha acabado de almoçar, quando saiu do café, olhou para os dois lados da rua; as pessoas haviam desaparecido, olhou para o céu e reparou que o sol tinha também desaparecido, no seu lugar estavam agora nuvens negras, reparou também que havia vários pombos mortos pelo chão, as arvores estavam agora tristes, ao seu lado apareceu de repente um homem com cerca de um metro e oitenta centímetros, e na casa dos quarenta anos, usava uma capa preta com um capuz que lhe tapava completamente o rosto, Amanda apenas com quinze anos e um metro e cinquenta centímetros sentia-se minúscula. Amanda queria muito saber o que se passava, como e que um dia tão bonito se transformara num horror daqueles. Quando ia questionar o Homem sobre aquela situação, uma luz branca e cintilante projectou o homem contra a parede do café.
Amanda deu salto para traz e caiu batendo com o traseiro no chão de pedra que agora estava frio como gelo.
-ACORDA!:-gritou Amanda fechando os olhos.
Mas nada aconteceu, o que estava a viver era mesmo verdade.
O homem misterioso só agora se levantava do chão, soltou um rugido nada Humano, Amanda foi projectada uns bons quinze metros, apesar da distancia ainda era capaz de ver o que se passava, agora a frente do homem estava uma criatura com forma Humana, mas só que possuía duas magnificas asas de cor alaranjada com cerca de um metro e meio cada uma, a criatura não parecia ser mais velha do que Amanda, e as suas estaturas eram idênticas, a criatura usava uma armadura, mas esta protegia apenas as pernas, os seios e os braços, a armadura estava toda coberta com um tecido e uma cor que condizia com as asas, usava um pano que lhe tapava parcialmente o rosto, a zona abdominal estava á mostra, deixando assim as curvas do seu corpo a descoberto, a cintura usava uma espada com varias saliências.
O homem soltara agora um novo rugido, o capuz que lhe cobria o rosto caiu para trás, deixando assim os seus olhos negros e cicatrizes á mostra. A criatura alada correu na direcção do homem, desembainhou a espada e com um golpe separou-lhe a cabeça do resto do corpo.
O corpo do homem caíra agora inanimado, a criatura alada correu na direcção de Amanda, ajoelhou-se a seu lado e disse:
-Rápido, não temos muito tempo, os Nagix vêm ai!
-Os que? Mas afinal o que se passa aqui? Quem és tu? O que queres de mim?: -Disse Amanda num tom de voz aterrorizado.
-Chamo-me Serra, sou um Anjo e agora se queres viver tens de vir comigo: - Respondeu Serra num tom afligido.
Antes que Amanda tivesse tempo para pensar no que estava a acontecer, mais três Nagix apareceram, só que estes pareciam muito mais fortes e do seu capuz pingava sangue.
-Se queres viver tens de vir comigo: Disse serra ao ver que mais dois Nagix se aproximavam pelo ar: -Não consigo derrota-los a todos
Amanda desatou a correr na direcção oposta aos Nagix, depois de correr uns vinte metros um deles apareceu a sua frente, ao ver o que estava a acontecer, Serra levantou voo, derrubou o Nagix, agarrou Amanda e voaram em direcção ao céu, Amanda sentiu Serra a rodopiar e fechou os olhos, quando os abriu estava sobre um enorme oceano, no qual nadavam animais semelhantes a Golfinhos, mas só que estes eram muito maiores e tinham asas por cima das barbatanas, moviam-se de uma maneira elegante e majestosa, quase que faziam lembrar príncipes, eram sem divida animais de uma beleza imensa.



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Todas as semans vou postar um capitulo do meu livro...para que ano sabe tambem sou amador....por favor ano façam comentarios ofensivos...