As fotografias que prometi podem ser vistas aqui...
http://www.estantedelivros.com/2010/02/estantes-xxxii.html
Aproveito ainda para publicitar o forum "Destino do Universo"...
http://www.destinodouniverso.pt.vu/
Bem, tenho andado ocupado com a escola... Prometo dar noticias em breve...
sábado, 20 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Reliquias
Bem, hoje ia a passear numa feira de coleccionismo quando encontrei uma bancas cheias de livros. Tive na mão a primeira edição de um livro de Camilo Castelo Branco, não comprei porque custava 80 euros. Mas, encontrei uma colecção de quatro livros, um deles 2º edição, outro 4º e os outros dois 9º, depois de negociar, comprei-os por 30 euros... Ainda vi mais alguns, mas fica para o mês que vem. Se alguém tiver relíquias destas e estiver interessado em vender, é só avisar. Vou tentar meter umas fotografias ainda esta semana.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Fernando Pessoa
Deixo hoje um poema de um dos génios da literatura portuguesa. O grande Fernando Pessoa. Deliciem-se.
Este poema faz parte de uma série de poemas semanais de homenagem aos grandes poetas Portugueses.
Deixo também uns links para os vídeos do poema (em música).
http://www.youtube.com/watch?v=IhQCPm_OXCk
http://www.youtube.com/watch?v=QYmWJRCtxz8
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado-
Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe.»
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço… deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe
Este poema faz parte de uma série de poemas semanais de homenagem aos grandes poetas Portugueses.
Deixo também uns links para os vídeos do poema (em música).
http://www.youtube.com/watch?v=IhQCPm_OXCk
http://www.youtube.com/watch?v=QYmWJRCtxz8
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado-
Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe.»
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço… deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe
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