sábado, 19 de dezembro de 2009

O Natal

Bem, depois de estar vários meses sem dar sinais de vida, aqui estou eu.

Bem, estamos na época natalícia. Uma época de amor, de paz; altura de estar com a família. Antes, a quando dos meus inocentes 5 anos perguntava-me como é que o Pai Natal realizava a invejável proeza de dar uma prenda a todos os meninos. Mas não só dar a prenda, entrar pela chaminé, encontrar a prenda num saco gigantesco, descer pela chaminé, comer o leite e as bolachas (amavelmente oferecidos pelas crianças), sair e avançar para a próxima casa.Grande senhor era este, sem dúvida?
Nos meus mais atrevidos 7 anos, o Pai Nata, que até lá tinha todo o meu respeito, deixou de o ter, passando assim a ser uma personagem abominável. E porquê? Simples, só os meninos mais ricos é que recebiam as consolas cobiçadas por todos, as bicicletas novas e os jogos. As crianças com menos dinheiro contentavam-se com uma camisola de lã quentinha, feita pela avó. Será que os meninos mais ricos se portavam melhor? Muito injusto este senhor...
Na idade das descobertas, por volta dos meus 11 anos, descobria triste verdade. O Pai Natal não existia. Foi um enorme choque para mim. Agora tudo fazia sentido. A partir de então passei a ver o Natal com os "olhos de um adulto" pensava eu... Uma época para receber prendas, comer chocolates e estar com a família que mora longe.
Agora, com os meus inocentes e curiosos 16 anos, vejo o Natal como um negócio. Uma época do ano puramente comercial, em que todos os super e hipermercados fazem promoções especiais, os pequenos comerciantes aproveitam esta onda de consumismo para venderem um pouco mais. E mesmo os países que não celebram o Natal o adoptam como forma de comércio. A reunião anual da família continua a acontecer, continua a ser uma altura de alegria, só que agora vejo os dois lados da medalha. Será que aida vou fazer mais descobertas...?

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